quarta-feira, 27 de julho de 2016

Resenha: A Sombra Daquela Garota - Rafael L. Ferrari

A sombra daquela garota narra a construção de uma difícil amizade entre duas meninas completamente antagônicas. Com foco nas sensações e nas crises existenciais, os conflitos cotidianos delas ganham tamanha força no decorrer da narrativa, que as tornam cada vez mais próximas, levando a uma relação de forte cumplicidade.
A espiritualidade, a sexualidade e a inquietação aflorarão por entre as páginas, carregando, ao mesmo tempo, um teor místico e científico, tão característico na vida dessas adolescentes.
Lola nasceu em uma família extremamente religiosa, tanto até que estudou por muitos anos em um colégio católico. Assim como seus pais, ela gostava de ir as missas e de todos os ensinamentos religiosos que eram discutidos com a família toda reunida para o almoço ou janta. Mas em um momento de crise, o colégio católico que Lola estudava faliu e acabou por fechar as portas, seus pais se viram obrigados a matricula-la em um colégio publico da região. Receosos de a filha ter muitas más influências naquele ambiente “profano” eles a doutrinaram a sempre se perguntar OQJF, O que Jesus faria, diante de todas as situações que a filha se sentisse com dúvidas. Aconteceu que Lola acabou notando muitas contradições no que seus pais diziam. A palavra sagrada foi perdendo seu brilho e com um tempo ela deixou de acreditar em Deus. Abandonou a vida de religiosa e passou a ser a mais cética da escola.

Já Ingrid, nasceu em uma família de cientistas. Seu pai e sua mãe eram professores universitários, ambos lecionavam matérias importantíssimas e complexas, mas Ingrid simplesmente simplificava para Biologia e Física. Uma família de teóricos que em suas conversas, religião era simplesmente perda de tempo. Uma era pior que a outra e etc. Entretanto ao fazer umas pesquisas Ingrid descobriu um movimento chamado Nova Era, mais ou menos como uma religião que busca trazer a magia e misticismo novamente ao ar. Ingrid se encanto nisso, e descobriu que isto era o que faltava para completa-la inteiramente.  


A amizade das duas surgiu na escola muito tempo depois delas se conhecerem. Por tempos a relação delas foi só de um “Oi, tudo bem?” e só. Mas em um dia qualquer Ingrid se sentiu atraída pela garota de cabelos loiros. Atraída de uma forma diferente, mais do que admiração ou simplesmente amizade. Ingrid ainda não entendia, mas só sabia que Lola, a menina de cabelos loiros, mexia com seus sentimentos de uma forma estranhamente gostosa. A aproximação das duas aconteceu naturalmente. Ingrid toda meiga e doce se envolvia cada vez mais com a porra-loca da Lola, toda durona e séria, mas que no fundo, é tão sentimental quanto ela.


O livro fala sobre religião, sexualidade e principalmente sobre auto-conhecimento e auto-aceitação. As consequências de se assumir homossexual e como as pessoas reagem a isso são uma critica latente nas palavras que formam esta história. Os verdadeiros amigos e as mais variadas reações da família são os pontos mais pertinentes. Os pais de Lola, religiosos até o fim, como é o esperado, não reagem muito bem diante da revelação e a situação já turbulenta entre pais e filha só piora. E em uma tentativa de educar a filha e afasta-la do errado, eles decidem se mudarem pra São Paulo e colocar Lola em um colégio católico em regime interno que existe por lá. 

Os pais de Ingrid, todos teóricos e bem estudados, reagem como se a filha não estivesse dizendo nada de mais. Não fazem muito alarde e simplesmente a apoiam, aprofundando ainda mais a relação entre eles. O que dura por pouco tempo, já que eles vivem em um rotina super apertada e que geralmente acaba sobrando pouco tempo para desfrutar momentos com Ingrid. Mas isso não importa. Importa é que Lola irá se mudar, e as duas consequentemente irão ficar sem se ver. O que significa que só sobra tempo para mais uma única e última aventura entre as duas….


A escrita do Rafael é super simples e sem rodeios, extremamente direta. O que acelera bastante o ritmo da leitura, eu li o livro em uma pegada só. Os acontecimentos acontecem rapidamente, a história flui em um ritmo muito confortável. Tudo acontece na hora que tem que acontecer pronto, sem muito mistério. Sendo franco, o A Sombra Daquela Garota, não é nenhum best seller, com acontecimentos revolucionários e bafônicos. Mas é um bom livro para passar o tempo e fazer uma reflexão saudável e superficial. O final não é nada de grandioso, mas na minha opinião, foi o melhor que poderia ter. Consigo imaginar alguns outros finais alternativos, mas nenhum consegue superar a simplicidade e normalidade do acontecido, que mesmo sendo tão real, simples e frio mantém uma chama de esperança para um futuro próximo. Gostei disso porque é algo que foge dos famosos clichês de finais literários. Enfim, só lendo pra entender do que estou falando! uheueheh

sábado, 23 de julho de 2016

Resenha: Diferenças em Comum - Flavia Camargo

O que tem de igual em todo mundo é que todo é diferente!
No livro da nossa vida é narrada a história que vamos escrevendo com a nossa conduta; somos responsáveis pelos fracassos e vitórias obtidos com a coragem empregada em cada luta. Quando aprendemos a aproveitar as oportunidades passamos a ser os causadores da nossa própria sorte e descobrimos que é graças às adversidades, que alguém pode se tornar uma pessoa forte. Sem experimentar a amargura do sofrimento não seria possível descobrir o imenso valor que reside em cada minúcia de um momento vivido com alegria, ternura, serenidade e amor. 
O livro Diferenças em Comum foi, para mim, uma agradável surpresa. Posso dizer que a autora conseguiu me fascinar ainda mais, tendo contato com mais um livro de sua autoria. O livro Por Correspondência, foi seu segundo livro publicado e o primeiro que eu li, já este, foi o seu primeiro livro publicado e minha segunda experiência, e arrisco dizer que apesar de ambos os livros serem infinitamente diferentes, a essência da autora é a mesma. A Flavia tem o dom de criar e inserir filosofias e lições de vida na vida cotidiana e faz isso de uma maneira muito linda e tocante em seus projetos literários. O que sem dúvida nenhuma, é o seu diferencial.


Então, focando no Diferenças em Comum, como o livro é bem curtinho, com mais ou menos suas 170 páginas, não nos sobra muito para contar os acontecimentos da história. Até mesmo porque, sendo bem sincero, a história em si não é bem o foco, e sim, as lições e filosofias inseridas nela. Entretanto, somos apresentados a um mundo fictício concreto, simples e marcante. Os acontecimentos giram em torno dos melhores amigos, Breno e Camila. Basicamente o livro é a história de vida destes, e de outros, personagens.


"- A ostra é um exemplo que ilustra muito bem o que estou dizendo. Ela é um molusco que, a principio, fica parado no fundo do mar. Se não tiver que enfrentar nenhuma adversidade ao longo do tempo de sua existência, quando chegar o fim de sua vida, abriremos sua concha e não haverá nada de útil ali dentro. Isso nos mostra a infertilidade de uma vida que se regeu pela inércia. Entretanto, se um grão de areia atravessar o espaço entre suas conchas, e se depositar no interior da ostra, ela vai começar a se movimentar, lutar para se defender do ataque, e durante seu trabalho, irá depositando sobre o invasor uma grande quantidade de enzimas. O acúmulo desse material dará origem a uma pérola. Com o exemplo da ostra podemos extrair o aprendizado de que sem luta a vida é estéril. Mas quando a vida contém lutas que são enfrentadas com valor, produz-se uma joia. E se um molusco acéfalo pode fazer uma pérola, o que o ser humano dotado de inteligência e sensibilidade, pode fazer quando decide lutar com entusiasmo?" 

O trecho acima retrata bem a essência do livro; De que devemos nos esforçar e enfrentar com garra as adversidades que a vida nos impõe. E que é a partir destes momentos de instabilidade que descobrimos o quão belo é a vida e que os mais pequenos atos, como o de andar e enxergar, já são uma vitória, que deve ser comemorada e festejada diariamente. Pois a vida não é composta só de grandes momentos de felicidade, e sim, em grande parte,  de pequenos momentos.


Apesar de poder ser classificado como um livro de auto-ajuda, o Diferenças em Comum, não deixa a desejar como um livro de ficção. Obviamente não é aquela história cheia de reviravoltas loucas e anormais, mas é um história que não foge dos padrões reais, simples e emocionante. Vale a pena dar a conferida.


Ah, e eu não poderia deixar de falar do Por Correspondência, também! Como já disse por aqui, o Diferenças em Comum tem seu foco nas lições que ele busca transmitir, contudo, ainda assim, mantendo uma premissa agradável. Já o Por Correspondência, o segundo livro da autora, vemos a grande diferença. As lições e filosofias de vida ainda estão presentes, intensas e pertinentes, porém há todo um enredo muito bem planejado em volta. Extremamente complexo e envolvente. Notei uma grande evolução de um livro para outro. Gostei do primeiro, mas o segundo ganhou meu coração, inegavelmente.

Violeta e Eulália trocaram cartas durante toda a vida, desde o momento em que se afastaram, quando ainda eram muito jovens. Diversos desafios tiveram de enfrentar ao longo do caminho que percorreram separadas. Mas as cartas que tinham por hábito trocar continuamente sempre lhes deram a força de que precisavam para permanecer lutando. Em cada palavra que liam e escreviam uma para a outra, encontravam o alento de saber que em algum lugar havia uma pessoa que se importava com sua felicidade e que estava disposta a ajudá-la a superar todos os obstáculos. Compartilhando reciprocamente as lições aprendidas com as experiências que viviam, e posteriormente utilizando-as para enriquecer os conselhos que se faziam necessários, obtiveram o estímulo para seguir em frente. Por meio desse vínculo, que as cartas jamais deixaram se dissolver, as duas amigas descobriram que em qualquer situação, seja ela de dificuldade ou de alegria, o bem mais precioso que se pode dar, receber ou dividir é o conhecimento.
Lembrando que o Por Correspondência já foi resenhado, a bastante tempo, aqui no blog e se quiserem saber a minha opinião completa a respeito do livro, basta ler a resenha.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Top 5 Livros Que Quero Ler

Vontade de ler, todos que se dizem leitores tem. Mas ter tempo para ler, de fato, todos os livros desejados é uma tarefa um tanto difícil para nós. Por isso, as intermináveis listas e resenhas salvas de livros interessantes e que temos vontade de ler são bastante presentes no meu dia-a-dia. Fico salvando, baixando, enfim, guardo em tudo que é canto nomes de livros que eu pretendo ler algum dia. Mas muitas vezes, esse dia, nunca chega. É deprimente, eu sei. Mas fazer o que? Ah, se desse pra ter um vira tempo igual o da Hermione... Mas como ele esta presente apenas na ficção, o jeito é me contentar com a atual realidade não mágica e ter paciência esperando o dia em que poderei sentar em uma cadeira e pegar um livro sem me preocupar em acordar cedo, estudar para as provas e trabalhar no outro dia. E quando este dia chegar, lhes apresento os 5 livros que mais tenho vontade de ler neste momento.


Dando inicio a lista:

1) O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares - Ransom Riggs


O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares - Ransom Riggs
Tudo está à espera para ser descoberto em O orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares, um romance inesquecível que mistura ficção e fotografia em uma experiência de leitura emocionante. Nossa história começa com uma horrível tragédia familiar que lança Jacob, um rapaz de 16 anos, em uma jornada até uma ilha remota na costa do País de Gales, onde descobre as ruínas do Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Enquanto Jacob explora os quartos e corredores abandonados, fica claro que as crianças do orfanato são muito mais do que simplesmente peculiares. Elas podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por um bom motivo. E, de algum modo, por mais impossível que pareça, ainda podem estar vivas. Uma fantasia arrepiante, ilustrada com assombrosas fotografias de época, O orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares vai deliciar adultos, adolescentes e qualquer um que goste de aventuras sombrias.
Com o anuncio da adaptação cinematográfica da obra o livro estourou. Todos estão falando dele, e do filme, que ao que tudo indica, vai ser incrível. Confesso que eu só fiquei com vontade MESMO depois que assisti o trailer do filme, e meu Deus, que trailer é esse?! Se o livro for tão bom quando o filme indica ser, com toda a certeza, vai se tornar uma das minhas leituras preferidas.

O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares - Ransom Riggs

2) As Crônicas de Nárnia - C. S. Lewis


As Crônicas de Nárnia - C. S. Lewis
Viagens ao fim do mundo, criaturas fantásticas e batalhas épicas entre o bem e o mal - o que mais um leitor poderia querer de um livro? O livro que tem tudo isso é 'O leão, a feiticeira e o guarda-roupa', escrito em 1949 por Clive Staples Lewis. MasLewis não parou por aí. Seis outros livros vieram depois e, juntos, ficaram conhecidos como 'As crônicas de Nárnia'. Nos últimos cinqüenta anos, 'As crônicas de Nárnia' transcenderam o gênero da fantasia para se tornar parte do cânone da literaturaclássica. Cada um dos sete livros é uma obra-prima, atraindo o leitor para um mundo em que a magia encontra a realidade, e o resultado é um mundo ficcional que tem fascinado gerações. Esta edição apresenta todas as sete crônicas integralmente, num único volume. Os livros são apresentados de acordo com a ordem de preferência de Lewis, cada capítulo com uma ilustração do artista original, Pauline Baynes. Enganosamente simples e direta, 'As crônicas de Nárnia' continuam cativando os leitores com aventuras, personagens e fatos que falam a pessoas de todas as idades.
Desde que me conheço por gente, sempre senti uma certa admiração por As Crônicas de Nárnia. Sei que quando assisti o filme, fiquei inteiramente surpreendido e encantado por aquele mundo tão incrível e diferente e ainda hoje, quando assisto ao filme, fico com aquele sentimento de nostalgia e admiração antiga. E assim que consegui, comprei o livro. Me lembro que foi em uma promoção no submarino em que ele estava por 14 reais. Fiquei bastante feliz com a nova aquisição, mas no entanto não iniciei a leitura.

As Crônicas de Nárnia - C. S. Lewis

3) Nove Plantas do Desejo e a Flor de Estufa - Margot Berwin


 Nove Plantas do Desejo e a Flor de Estufa - Margot Berwin
LILA NOVA: 32 anos, redatora de publicidade, divorciada. RESIDÊNCIA: um conjugado reformado no Lower East Side, em Nova York. MANTRA PESSOAL: nada de animais de estimação, nada de plantas, nada de gente, nada de problemas. Mas quando ela conhece David Exley, um charmoso vendedor de plantas, algo muito colorido floresce em sua vida solitária. Das esquinas opressivas de Manhattan às luxuriantes florestas tropicais, Nove plantas do desejo e a flor de estufa é a história de uma mulher que precisa viajar além das fronteiras do senso comum e da chamada "zona de conforto" para encontrar o que realmente quer.
Não sei o porque que esse livro me causa tanto interesse, mas desde o momento em que eu abri a caixa e vi a capa dele fiquei super animado. Animado por dois motivos: A capa era maravilhosa e eu tinha pago apenas 4,90. E a premissa curiosa, veio de bônus.

 Nove Plantas do Desejo e a Flor de Estufa - Margot Berwin

4) Misery - Stephen King


Misery - Stephen King
Paul Sheldon descobriu três coisas quase simultaneamente, uns dez dias após emergir da nuvem escura. A primeira foi que Annie Wilkes tinha bastante analgésico. A segunda, que ela era viciada em analgésicos. A terceira foi que Annie Wilkes era perigosamente louca. Paul Sheldon é um famoso escritor reconhecido pela série de best-sellers protagonizados por Misery Chastain. No dia em que termina de escrever um novo manuscrito, decide sair para comemorar, apesar da forte nevasca. Após derrapar e sofrer um grave acidente de carro, Paul é resgatado pela enfermeira aposentada Annie Wilkes, que surge em seu caminho. A simpática senhora é também uma leitora voraz que se autointitula a fã número um do autor. No entanto, o desfecho do último livro com a personagem Misery desperta na enfermeira seu lado mais sádico e psicótico. Profundamente abalada, Annie o isola em um quarto e inicia uma série de torturas e ameaças, que só chegará ao fim quando ele reescrever a narrativa com o final que ela considera apropriado. Ferido e debilitado, Paul Sheldon terá que usar toda a criatividade para salvar a própria vida e, talvez, escapar deste pesadelo.
Quando eu vi que este livro era um prêmio de um Top Comentaristas de um blog que eu acompanho, não hesitei nem por um segundo em participar. Cruzei os dedos e torci até o fim para que eu fosse o sorteado em primeiro lugar. Dito e feito, ganhei o livro. Sério, fiquei muito feliz, além de ser uma história ótima, ele é um livro de um autor que eu admiro muito, o rei do terror, o Stephen King.  Mas por motivos superiores do além, eu ainda não o li.

Misery - Stephen King

5) O Símbolo Perdido - Dan Brown


O Símbolo Perdido - Dan Brown
Depois de ter sobrevivido a uma explosão no Vaticano e a uma caçada humana em Paris, Robert Langdon está de volta com seus profundos conhecimentos de simbologia e sua brilhante habilidade para solucionar problemas. Em O símbolo perdido, o célebre professor de Harvard é convidado às pressas por seu amigo e mentor Peter Solomon - eminente maçom e filantropo - a dar uma palestra no Capitólio dos Estados Unidos. Ao chegar lá, descobre que caiu numa armadilha. Não há palestra nenhuma, Solomon está desaparecido e, ao que tudo indica, correndo grande perigo. Mal'akh, o sequestrador, acredita que os fundadores de Washington, a maioria deles mestres maçons, esconderam na cidade um tesouro capaz de dar poderes sobre-humanos a quem o encontrasse. E está convencido de que Langdon é a única pessoa que pode localizá-lo. Vendo que essa é sua única chance de salvar Solomon, o simbologista se lança numa corrida alucinada pelos principais pontos da capital americana: o Capitólio, a Biblioteca do Congresso, a Catedral Nacional e o Centro de Apoio dos Museus Smithsonian. Neste labirinto de verdades ocultas, códigos maçônicos e símbolos escondidos, Langdon conta com a ajuda de Katherine, irmã de Peter e renomada cientista que investiga o poder que a mente humana tem de influenciar o mundo físico. O tempo está contra eles. E muitas outras pessoas parecem envolvidas nesta trama que ameaça a segurança nacional, entre elas Inoue Sato, autoridade máxima do Escritório de Segurança da CIA, e Warren Bellamy, responsável pela administração do Capitólio. Como Langdon já aprendeu em suas outras aventuras, quando se trata de segredos e poder, nunca se pode dizer ao certo de que lado cada um está. Nas mãos de Dan Brown, Washington se revela tão fascinante quanto o Vaticano ou Paris. Em O Símbolo Perdido, ele desperta o interesse dos leitores por temas tão variados como ciência noética, teoria das supercordas e grandes obras de arte, os desafiando a abrir a mente para novos conhecimentos.
Não preciso nem comentar o quanto me sinto envergonhado por ainda não ter lido este livro, não é? Sim. Não sei porque ainda não li. A escrita do Dan Brown é impecável e extremamente envolvente, além de que, cada livro dele é melhor do que 10 aulas de história juntas. Puro aprendizado de uma maneira leve e interessante. Bom, este livro dispensa comentários. Ainda não li, mas já considero pakas.


O Símbolo Perdido - Dan Brown

Então, este são alguns livros que quero muito ler mas que por algum motivo desconhecido, ainda não li. Seja por falta de tempo ou por preguiça, por falta de vontade que não é! E vocês, já leram alguns destes livros? E se não, leriam quais?

terça-feira, 12 de julho de 2016

Resenha: O Malabarista - Alessandro Kruschewsky Pithon

O velho Heitor presenciou muitos fatos incríveis ao longo dos seus 82 anos de vida. Mas a chuva que caiu naquela noite sem nuvens foi uma grata surpresa, pois permitiu-lhe conhecer o jovem Matheus, com quem inicia uma grande amizade. Os dois encontram-se nas noites seguintes, e Heitor passa a compartilhar com o amigo sua impressionante história. Heitor nasceu e cresceu na mansão onde sua mãe, Maria, trabalhava como cozinheira. Sua vida se limitava aos fundos da casa, onde ficavam os quartos dos empregados Deti, o jardineiro, e de Valdelice, a arrumadeira. Seus patrões eram o casaI Alberto e Tereza, que tinham três filhos: Paulo, Maurício e Caroline. Acontecimentos imprevisíveis, secretos e até mesmo espirituais permeiam o lugar, no qual um garoto malabarista aparece para Heitor frequentemente. O decorrer da vida de Heitor é de intensa busca, viagens e deslocamentos, numa trajetória repleta de situações surpreendentes, fatos marcantes e reveladores, que o conduzem a significativas descobertas sobre o sentido da vida.
Mais do que um livro, O Malabarista é uma história de vida. A história de vida de Maria e de seu filho, Heitor. Uma linda história de uma menina que aos quinze anos de idade resolve fugir dos olhares maliciosos que seu pai lhe dava antes que eles progredissem para um provável assédio. Assim, a menina já com corpo de mulher deixa sua família no interior e foge para Salvador em busca de novas oportunidades. O caminho de uma cidade para outra não foi fácil, e ao chegar em Salvador, com muito esforço ela conseguiu o emprego de cozinheira em uma pensão, cuja dona virou sua segunda mãe, e a única pessoa a quem apoiar-se sentimentalmente naquela nova cidade, e ao falecer além de deixar Maria desemprega, deixou-a sem estruturas. Solitária e triste ela tenta seguir enfrente aceitando um emprego com uma patroa arrogante e tirana em uma mansão dos bairros nobres de Salvador. 


Nesta nova residência, Maria faz bastante amizade com Val e Deti, seus colegas de trabalho. Amizade essa a responsável por amenizar o desconforto e o stress provocados por D. Tereza, a patroa. D. Tereza é grossa e insensível, se importa apenas com salões de beleza, festas da alta sociedade... Enfim, ela gosta mesmo é do luxo. E maltrata mal aqueles que não vivem com o mesmo padrão de vida dela. Apesar disso tudo, Maria seguiu trabalhando naquela residência por muito tempo, afinal, ela era uma cozinheira de mão cheia e nunca deu motivo para desencadear a raiva de sua patroa. Até o dia em que Maria engravida, pouco depois do anuncio de gravidez de Tereza. Maria só não é demitida porque seu patrão não permitiu que sua esposa fizesse tal atitude tão desumana. Tereza sem opção permite que a empregada continue trabalhando ali, mas faz questão de deixar claro que não quer que seus filhos tenham contato com o "filho da empregada".

Heitor teve uma infância difícil, pois sempre via os filhos de D. Tereza brincando alegremente, nadando na piscina ou jogando futebol na quadra de esportes da mansão, e nunca podia se juntar a eles. Desde cedo ele aprendeu duramente que apesar de iguais fisicamente, ele e os filhos dos patrões de sua mãe, pertenciam à mundos diferentes. A única pessoa que não o tratava com indiferença era Carol, que com a mesma idade que a dele, sempre o tratou com respeito, o cumprimentando vez ou outra, e só não fazendo mais porque sua mãe não permitiria.


Gostei muito dessa parte da história, ela retrata muito bem uma realidade vivida por muitos brasileiros. A indiferença entre uns com outros é algo real e foi transmitida duramente nesta história que apesar de ser fictícia, poderia muito bem ser real. Este ponto da história me lembrou bastante do filme protagonizado pela Regina Casé intitulado "Que horas ela volta?" que aborda justamente essa temática, da convivência entre as domésticas e seus patrões, e que foi abordado de uma forma simples e extremamente angustiante, ao meu ver. Outro ponto que eu gostei bastante nesse livro, é que apesar de tudo isso, desse clima pesado entre funcionários e seus patrões, Maria, Heitor, Val e Deti, tinham seus momentos felizes. Eles viviam suas próprias aventuras e divertimentos, e isso foi algo emocionante de se ler; a humildade e simplicidade entre eles os faziam ser ainda mais felizes.  

Mas a história não se prende só a isso, afinal, ela não é momentânea e sim, de uma vida inteira. Passamos a acompanhar o desenrolar da vida de Heitor, que iniciou a faculdade de direito e começou a namorar escondido com a filha de D. Tereza, Carol. Um ralacionamento secreto que durou muitos anos e que assim como muitos outros relacionamentos, teve seus altos e baixos. Mas o romance não é o foco da história, o foco, é a vida do filho de Maria, que teve muito mais acontecimentos e reviravoltas. Uma história de muitas surpresas, escolha e decisões.


O autor soube conduzir a história muito bem. Ele criou um livro incrivelmente emocionante, tanto até, que não foram raras as vezes que me peguei folheando as folhas com as lagrimas já invadindo os olhos. Os acontecimentos da obra são narrados tão bem que nos envolvemos bastante com a história, além disso, a leitura é tão impactante que as vezes eu fechava o livro, fechava os olhos e pensava: "O que foi isso?!", respirava um pouco, ficava uns minutos refletindo, e depois, voltava a ler. O final, então, dispensa comentários. Ao contrário da maioria, ele é um livro muito bem concluído. Sem deixar pontas soltas. Mas ainda assim possui um desfecho que nos faz ficar pensando por horas e horas nos acontecimentos da trama, e isso, não é todo mundo que é capaz de fazer. Com toda a certeza, O Malabarista, vai sempre ter um lugar especial na minha estante, ainda mais com essa capa maravilhosa... Aliás, descobrimos o porque de o livro se chamar O Malabarista, mais pro final dele, parte essa, que deixa a obra ainda mais emocionante e linda como um todo.

 

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