segunda-feira, 21 de setembro de 2015

100 Dias Na Ilha - Resenha

Capa do livro "100 Dias na Ilha"
Sinopse: Após uma desilusão amorosa, Vicente viaja para os EUA em busca de respostas a questões interiores. Ao lado de Robert, seu host em Nova York, Clara, sua nova amiga venezuelana, e envolvido em alguns casos amorosos, o jovem brasileiro reflete sobre sua vida, suas novas convicções e torna-se adulto após 100 dias na ilha de Manhattan.

Com narrativa leve e honesta, evidenciando aspectos contemporâneos de um jovem da geração X, a história trata de temas como a busca por mudanças, livre-arbítrio, amizade, homossexualidade e religião, sem o uso de clichês ou estereótipos.
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Como consta na sinopse, Vicente toma a decisão de ir para Nova York, ou seja A ilha, após o término de uma relação mal resolvida. A viagem para a ilha mais famosa do mundo foi o método encontrado pelo protagonista para fugir de sua realidade presente. Uma forma de buscar novas coisas... De se encontrar. 

"Eu não conseguia, na época, assumir para mim mesmo que a viagem toda tinha sido uma desculpa para uma busca interior, uma fuga de problemas que me acometiam, uma necessidade urgente de mudança e crescimento pessoal." - Pagina 17.

E claro, não poderia haver lugar melhor para se fazer isso do que a tão falada e conhecida Nova York. A cidade conhecida por hospedar a Estatua da Liberdade. Mas a liberdade assim como deveria ser, não é apenas um símbolo enigmático da estatua, e sim, de fato, a liberdade flui pelos prédios e arranha-céus da cidade. Pois Nova York representa novos caminhos, novas possibilidades. As pessoas à buscam para conhecer seus encantos, e usufruir daquilo que lhes é oferecido. Obviamente não seria diferente para Vicente.

"Tive medo de repetir erros ou desacertos da minha vida até aquele momento. Precisava mudar e, por isso, havia me forçado a uma nova rotina, em um novo lugar. A largada foi dada, e eu não podia perder a corrida." - Pagina 25.

Vicente chegou à ilha indeciso, sem saber o que fazer, apenas sabia que iria aperfeiçoar seu inglês em uma maravilhosa cidade. Hospedou-se em um sistema de host families disponibilizado pele agencia em que fazia seu curso. Seu host era um homem misterioso e extremamente sarcástico, as vezes até chato, de acordo com Vicente. Mas mesmo assim o recebeu com grande simpatia. Robert, não falava muito de si e era extremamente religioso. 

Fora seu host, Clara, uma bela e extrovertida venezuelana, foi a primeira pessoa que Vicente conheceu. Ela estudava inglês na mesma agencia de Vicente e essa coincidência acabou por os tornar grandes amigos. 

O livro é repleto de temas como amizade, relacionamentos, homossexualismo e religião. Acompanhamos os autos e baixos da amizade de Clara e Vicente. Ambos estavam na ilha pelo mesmo motivo: Esquecer suas antigas relações. Porém os dois seguiram caminhos diferentes: Clara que ficou tão encantada com a liberdade nova iorquina acabou metendo-se com drogas e pessoas que digamos... Não eram boa influência. Já Vicente, mais sossegado foi envolvendo-se aos poucos. Deixou-se envolver-se em uma história de amor que o pegou desprevenido. Ela não esperava envolver-se tanto assim nessa nova temporada de sua vida. 

Ao longo de 100 dias vemos os personagens crescerem pouco a pouco. Seja no estilo de vestir-se, ou no pensamento, a mudança é visível. Descobrimos também, que o que é espetacular para uns pode não ser para outros. Neste caso referindo-me diretamente à Robert, o host de Vicente, que assim como Vicente foi à ilha para encontra-se e ao invés disso, apenas se escondeu. O desfecho vai revelando-se de uma forma uma tanto previsível, mas mesmo assim não perdemos a vontade de continuar acompanhando.

A história é curta, com apenas 158 paginas. A leitura flui bem e a escrita feita em primeira pessoa é ótima para entender-mos a evolução do personagem.  E por isso agradeço ao Victor Gonçalves pela oportunidade de ler este livro. E como sempre... Os link para os interessados na obra:


 

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