sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Conto: Pacto Eterno - Sabrina Saucedo #1

Então, hoje diferentemente dos outros contos que aqui já foram postados, não vou postar um conto de minha autoria. Vou postar um conto criado pela Sabrina Saucedo, uma iniciante na de  carreira de autor iniciante. Ela já escreveu dois livros, e esta procurando editora no momento... Editoras do mundo a fora, publiquem o livro da Sabrina! rsrsrs

Mas enfim, ela escreveu um pequeno conto e pediu para ser compartilhado aqui no blog. O conto vai ser dividido em 6 postagens aqui no blog, escolhi postar dessa forma para não ficar muito "maçante "a leitura, entendem? O próximo conto vai sair aqui no blog no dia 8 de novembro, depois de amanhã. O começo pode parecer talvez meio desestimulante, mas gente, sério, leiam! Porque fica muito bom mais pra frente. Espero que gostem! o/


Meu nome é Melanie, sou a princesa do reino de Angar, localizado ao norte da Transilvânia. Somos conhecidos por nossas férteis terras e bravos soldados que apesar de pregarem a paz não relutam em atacar qualquer força que queria se voltar contra nós, sempre sob o comando de seu aclamado rei, antes de tudo meu pai, Vlad. Nosso povo vive uma era de paz e harmonia, mas nem sempre foi assim... Por favor, permita-me contar-lhe a história do príncipe da Transilvânia que apaixonou-se por uma bruxa do leste.

*

Apesar do sol estar nascendo o ambiente em frente ao exército era escuro, quase negro, devido ao denso nevoeiro. O príncipe Vlad levanta um dedo para o exército à suas costas enquanto observa o lugar aparentemente vazio montado em seu cavalo, a mão tocando a espada em sua cintura assim como todos os outros guerreiros. Dias antes as terras de Angar haviam sofrido mais um ataque das bruxas do leste. Elas destruíam nossas aldeias, matavam nossos animais e levavam nossas crianças, e mais uma vez ali estava o exército, na linha tênue que separava os reinos pronto para sua revanche. O dedo de Vlad ainda permanecia no ar, ele estreita os olhos tentando enxergar através da fumaça e quando avista um vulto ao longe sua mão cai em sinal para que os guerreiros avancem. 

Então deu-se início a mais uma batalha. Com maestria Vlad liderou seu exército e quanto mais avançavam terreno adentro mais sentiam o gosto da vitória. Apesar de lutarem e usarem seus poderes as bruxas não tiveram chance por estarem em pequeno número e terem sido pegas de surpresa. Elas foram queimadas, decapitadas e espadas atravessaram seus corpos como se fossem feitos de papel. O exército de Vlad perdeu inúmeros soldados também, porém o príncipe sabia ser um sacrifício necessário para o bem de seu povo e dava a escolha de se juntar a ele somente quem quisesse. Seu exército era repleto de  bravos guerreiros que ao seu lado lutaram épicas batalhas em defesa de suas terras e suas famílias.

Quando estava prestes a partir uma bruxa voou contra Vlad derrubando-o de seu cavalo, ele rola no chão em meio a fumaça e empunha sua espada tentando vê-la através do nevoeiro. A bruxa avança em suas costas e ele as sente arder, mas em um movimento rápido vira-se e crava a espada em seu abdômen. A bruxa  cai de joelhos agarrando seu pescoço e Vlad empurra a espada ainda mais fundo,  então suas mãos se afrouxam e ela cai de joelhos, o vermelho deixando seus olhos tornando-os completamente pretos. Um dos soldados estende a mão e Vlad sobe em seu cavalo deixando a devastada aldeia para trás, não sem antes rezar em silêncio pedindo perdão pelas vidas perdidas, o príncipe odiava situações como aquela, mas a partir do momento em que bruxas invadiam seu território e prejudicavam seu povo não poderiam sair impunes. 

De volta a aldeia as pessoas abriam espaço para a cavalaria passar em direção ao castelo, todos admirados e agradecidos pelo bom príncipe que possuíam, em êxtase pela vitória. Em meio ao povo ele avistou  uma bela mulher de capuz preto e longos cabelos da mesma cor que tirou o foco de tudo e todos que estivessem ao seu redor, e quando seus olhos piscaram admirados com tal beleza ela já não estava mais lá.

Um imenso banquete aberto para todo o reino havia sido preparado para comemorar a vitória sobre as bruxas, embora todos soubessem que os soldados haviam derrotado apenas uma pequena quantia delas. Com diversos acenos pelo caminho Vlad subiu as escadas do castelo e se fechou em seus aposentos. Se sentia incomodado pelo sangue derramado apesar de seu ódio mútuo pela bruxas. Suas costas continuavam a arder horrivelmente. Ao tirar a armadura vermelha e preta e olhar-se no espelho percebeu em suas costas um enorme arranhão que ao entrar em contado com a água quente que as criadas haviam deixado no quarto o fez grunhir ao mesmo tempo em que uma rajada de ar entra pela imensa janela antes fechada. Um vulto negro atravessa o quarto e em um movimento rápido ele saca sua espada e prende o visitante contra a parede com a lâmina a centímetro de seu pescoço. Ofegante Vlad sente o corte em suas costas arder ainda mais; Estava profundamente machucado.

— Se me matar agora será a ultima coisa que fará em vida. — Diz uma voz aveludada e pela primeira vez ele olha de fato para o rosto do invasor.  A mulher da multidão fitava seus olhos a centímetros do seu rosto e novamente Vlad perdeu-se em tamanha beleza, porém quando percebeu o fino risco vermelho envolta de sua íris a espada colou em  sua pele fazendo a mulher arfar e o movimento lhe custar um gemido de dor.

— O que quer aqui, Bruxa? — Urrou.

 — Vim alertá-lo, mas apenas o farei se me soltar. — Responde ela com urgência, a voz estava fraca.

— Porque eu haveria de confiar em uma bruxa? — Sussurra o príncipe.

Seu corpo forte pressionando a mulher contra a parede deixando-a sem escapatória. Então seu corpo fica rígido ao sentir mãos quentes deslizarem delicadamente por suas costas, brincando em sua pele até chegar a seu corte. Olhando em seus olhos a bruxa murmura palavras incompreensíveis aos seus ouvidos e uma ardência desumana o domina fazendo-o cerrar os dentes e a espada vacilar em suas mãos, mas sem sair de sua posição. Sem saber como explicar Vlad sente que estava curado.

— Agora me diga príncipe, se minha intenção fosse atacá-lo porque haveria de curá-lo facilitando assim minha morte? — Seus olhos eram desafiadores e Vlad sustentou seu olhar sentindo sua respiração em seu rosto. Atônito pela situação, embriagado pela beleza da jovem bruxa e irritado por um ser como aquele estar pisando em seu castelo ele trava uma batalha interna tentando decidir qual seria a escolha mais coerente a se fazer.

— Para sua informação príncipe — Diz a mulher destemidamente com a cabeça levemente erguida pela lâmina tirando-o de seus pensamentos. — Poucas coisas me assustam. Tenha a certeza de que sua espada não é uma delas.

Os olhos de Vlad estreitaram-se.

— O que quer aqui?

— Solte-me e contarei.

Contrariado ele a liberta e da alguns passos para trás afim de poder avalia-la melhor, com a espada em punho.

Ela caminha em sua direção.

— Mais um passo e minha lâmina atravessará sua garganta sem pestanejar.

A bruxa olha para a noite escura através da janela  como se procurasse por algo, então volta sua atenção para Vlad.

— Meu nome é Dara, sou uma bruxa do leste e vim alertá-lo sobre a guerra que minhas irmãs pretendem trazer as suas terras. Proponho-lhe uma alternativa para salvar nossas terras; Uma trégua entre nossas raças. Um pacto. Uma união... Chame como quiser, se assim desejar.

De repente Vlad esquece da espada, esquece da bruxa em seus aposentos e da música que soava alta vinda do corredor, com os guerreiros girando suas damas vestidas em belos vestidos de cetim pelo salão. Silenciosamente Vlad sempre os invejara por terem braços para os quais voltar após uma batalha.

— Em seu mais recente ataque a nós — Continua ela. — Foi morta através de sua espada nossa mais antiga anciã que tinha como tarefa ensinar a bruxaria para as mais jovens. Podemos salvar quem está entre a vida e a morte, porém quando a alma deixa os olhos já não há mais o que de fazer; Chegamos tarde demais.

A imagem de sua espada atravessando o abdômen da bruxa de olhos vermelhos lhe vem a mente e Dara percebe que ele sabia de quem estava falando. Vlad ergue a cabeça para ela, convicto:

— Se é vingança que elas querem, a terão. Meu exército e eu faremos uma fogueira tão grande com seus corpos que poderá ser vista pelas bruxas do sul. 

A pele de Dara arrepia ao imaginar a cena, todas suas irmãs em meio as chamas.

— Você não entende, príncipe. Elas estão com raiva, virão com todo o poder que possuem. Suas espadas e escudos não o protegerão desta vez.

— Porque viria até aqui falar-me isso, Bruxa? — Jamais a chamaria de Dara. — Como posso acreditar que não seja uma mentira?

 — Isso é uma escolha sua príncipe. Vim porque quero evitar que sangue seja derramado em ambas as partes, quero proteger minhas irmãs de sua estupidez e temo pelo seu tão amável povo.

Vlad fica em silêncio analisando a mulher a sua frente. Bruxas eram cruéis por natureza, destruíam tudo que houvesse em seu caminho pelo simples prazer da destruição, mas aquela parecia diferente das demais.


A bruxa sorri exibindo uma fileira de dentes perfeitos passando a mão na madeira da cama de casal ao seu lado.


E só pra lembrar, como a Sabrina ainda é uma autora iniciante, não deixem de comentar suas sugestões, críticas e etc, pois só assim ela poderá melhorar no que ela realmente gosta de fazer: Escrever.

11 comentários:

  1. Oii,
    O começo é realmente um pouco desestimulante, mas a maioria das histórias são assim e no decorrer do conto fui ficando cada vez mais curiosa com a história e agora mal posso esperar pela continuação e pra saber qual a proposta da Bruxa para Vlad (porque olha o nome dele né). Será que ela vai transformar ele em vampiro ou vai propor um casamento pra unir os dois povos? Curiosa *-*
    Estante de uma Fangirl

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  2. Já quero saber a continuação!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! hehehe....

    livros terapias / Fan page

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  3. Oi! Achei legal a forma que ela decidiu promover o seu conto, mas acho que seria mais interessante publica-lo na Amazon, deixar gratuito talvez. Muito melhor para ler, se a pessoa tiver um kindle ou ate mesmo no celular do que na tela do computador. Não consigo me concentrar muito bem assim.
    De qualquer maneira, desejo sucesso. :)
    Beijos
    SIL ~ Estilhaçando Livros

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  4. Oi, Vinicius! Parabéns pela iniciativa! Achei o começo do conto bem interessante e fiquei curioso para ler o resto! :)

    Abraço

    http://tonylucasblog.blogspot.com.br/2015/10/resenha-premiada-muito-mais-que-5inco.html <- Tá rolando promoção do livro "Muito Mais Que 5inco Minutos" lá no blog! ;)

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  5. Oi Vinicius,
    Estou super curiosa para saber qual vai ser o acordo hahaha.

    Blog Não Vivo Sem Livros


    Beijos.

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  6. Olá, Vinicius, Sabrina.
    Achei super legal o blog dar a oportunidade para inciantes mostrar seu trabalho. Eu gostei bastante do texto e vou querer ler o resto hehe. Adoro histórias que tenham bruxas.

    Blog Prefácio

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  7. Olá Vinícius,

    Eu adoro contos e achei super legal essa oportunidade que o blog está oferecendo para os novos talentos divulgarem seu trabalho...parabéns!

    Beijokas da Quel ¬¬
    http://literaleitura2013.blogspot.com.br

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  8. Estou adorando o conto; já fico no aguardo da continuação.
    Bem legal você oferecer esse espaço para novos escritores.

    Desbrava(dores) de livros - Participe do top comentarista de novembro. Você pode ganhar um livro incrível!

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  9. O conto ta maravilhoso, sucesso <3

    seteprimavera.blogspot.com.br

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  10. Vinicius achei o conto muito bom e vou querer ler as próximas partes.
    Ficarei aguardando a continuação.

    Bjos

    http://historiasexistemparaseremcontadas.blogspot.com.br/

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